6 jul 2011

SHELL BRASIL PETRÓLEO VENDE PARTICIPAÇÃO

Qgep e Barra compram 20% do bloco

A Shell Brasil Petróleo não tem mais participação no bloco BM-S-8, localizado na Bacia de Santos. A petroleira vendeu 10% para a Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) e os outros 10% para a Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás, que tem como investidores os fundos de investimentos First Reserve Corporation e Riverstone Holdings, LLC, conforme anunciaram nesta terça-feira as duas companhias.

O consórcio era formado pela Petrobras (operadora), Petrogal e Shell. A transação de transferência de participação da Shell está sujeita a aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“Este farm-in reafirma a política de crescimento da companhia, sustentada na aquisição de ativos de alta qualidade e que possam agregar valor ao nosso portfólio”, disse José Augusto Fernandes, CEO da QGEP. O bloco está localizado na área offshore da Bacia de Santos, em lâmina d”água de cerca de 2.100 metros. A Petrobras é a operadora do bloco com uma participação de 66%, e a Galp detém os restantes 14%.

Crescimento

“Esta é a primeira aquisição da Barra Energia, e representa importante passo na execução de nossa estratégia de construir um portfólio de alta qualidade de ativos de exploração e produção de petróleo no Brasil. Continuamos avaliando outras oportunidades de negócios, e nosso compromisso é criar uma empresa brasileira comprometida com a excelência técnica e com as melhores práticas empresariais”, disse Renato Bertani, diretor executivo da Barra Energia.

A QGEP possui um diversificado portfólio de ativos de alta qualidade e potencial de exploração e produção. Adicionalmente, possui 45% de participação na concessão do Campo de Manati, localizado na Bacia de Camamu, que é o maior campo de gás natural não associado em produção no Brasil de acordo com dados da ANP de 2010. Esse campo se encontra em operação desde 2007 e tem capacidade de produção de aproximadamente 50,3 mil boe por dia.

O bloco

A Petrobras declarou em maio de 2008 que descobriu indícios de petróleo no bloco e análises preliminares indicaram que a densidade do petróleo está entre 25 e 28 graus API, óleo intermediário, melhor que a média no Brasil e comparável a de outras descobertas do pré-sal da bacia de Santos.

A demora na realização de leilões de petróleo e gás natural no país tem levado empresas a buscar aquisições de ativos já existentes. A previsão do governo é de que este ano seja realizada a 11ª rodada de licitações de áreas de petróleo e gás natural, mas para isso a presidente Dilma Rousseff precisa assinar a autorização do leilão até o final de julho.
06/07/11

Fonte: monitormercantil


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